domingo, 23 de novembro de 2014

Novidades.



Estou lá. Já sei que foi lá que fui parar, por acaso ou não por acaso lá estou. A cada canto que passo, a cada folha que cai lembro-me de cada detalhe daquele dia, mas já passou tanto tempo que eu já nem me preocupo se está ali, se vai passar por ali, se me vai chamar lá do alto da cidade, não sei porquê... de certa maneira encobri esses acontecimentos na minha memória. 

Surge agora algo novo, emocionante, cheio de novas dificuldades, de arestas por limar. Surgiu a medo, eu com a perspectiva mais errada acerca daquele ser. Nem sempre a primeira impressão é a melhor. Com o tempo descobri que se quisermos conhecer bem, desvendando aos poucos, lá se vão revelando de forma subtil, ainda a medo... E no fim o resultado é sempre "do belo"!  
O que tiver de vir de lá sei que será bom, para permanecer. E o passado é apenas uma folha escrita no meio de uma resma de tantos outros papeis, que servem para nos lembrar de não voltar a cometer os mesmos erros.

sábado, 1 de novembro de 2014

1 mês, contigo.



Caí aí de paraquedas. E eu nunca tive aulas de voo, apesar de ser um sonho meu. A cada dia que passa me habituo mais a ti, aos teus raios de sol sobre o Alvão que eu consigo vê-los logo de manhãzinha. Ao frio gélido de manhã em que me custa sair da cama. À beleza das ruas cobertas de folhas e mais folhas. Ao teu rio. Até já me habituei a andar de autocarro que era das poucas coisas que não gostava em ti. Afinal conseguiste me surpreender de uma maneira que eu nunca achei possível, pelo menos não agora. Já tive vontade de me vir embora, de desistir e vir para casa. Acho que todos temos esse momento quando nos encontramos fora de casa e não temos os nossos amigos, o aconchego da nossa casa, da nossa rua, de eu apanhar o comboio de manhã, de ir ver o meu belo Porto, de estar onde outros seres estão e de não me querer perder.
Em ti já encontrei bons amigos, já descobri pela décima vez - se não for mais - que este mundo é demasiado pequenino e que há sempre, mas sempre uma ligação, um amigo em comum, qualquer coisa que te liga aquela pessoa. Que quando menos se espera algo nos acontece, alguém nos aparece e eu estremeço. 
O meu padrinho de praxe disse que eu era capaz de escrever um livro, e eu só pensei, nem você sabe da história a metade... Tinha imensas saudades de casa, mas ao mesmo tempo já tenho saudades tuas, bila!
Que sejas como a minha segunda casa, pois seis que quererás subir de posição e tornar-te na primeira. 

sábado, 4 de outubro de 2014

Já cá faltava.


Sinceramente só surge na minha mente palavrões. Pouco mais me surge. Soube levar tudo na brincadeira... Olharmos para o chão torna por vezes, as situações mais fáceis. Rirmo-nos da situação torna mais ainda. O pior vem sempre depois, sempre.
Das coisas mais difíceis de se fazer é encarar o passado de frente, é pensar que provavelmente nada volta mais e num dia tudo muda. As tuas perspectivas mudaram, os teus planos se foram por água a baixo. O que se julgava perdido volta. E é isso que mais me assusta. Maldito sejas destino que só me lixas! Mas agora quem escreve a história sou eu, porque da última vez o autor esborratou a folha. Desta vez, não haverá falhas! Porque não o irei permitir. Só me lixam uma vez! À segunda já é burrice...

Uma já está!


Uma semana já passou e parecia que nunca mais acabava... ando de rastos, a morrer de sono e, com páginas e páginas de matéria para colocar em dia. Já com frequência para daqui a uma semana e também um trabalho. 

Estou a gostar muito desta nova etapa, só não estou a gostar muito é do colchão da minha nova cama. Estava a morrer de saudades da minha rica caminha de cá de casa!

Entre muitas viagens de autocarro, praxes o dia todo e, até mesmo nocturnas não há nada como o espírito académico e a união de cada curso. Na "bila", enchemos muito, berramos muito, fazemos as coisas mais disparatadas e badalhocas que possam imaginar. Temos imensas praxes temáticas, sujas também...Escrevemos composições e a mim calhou-me uma engraçada que pelos vistos estava bem escrita e a doutora adorou. Significa que já tenho uma outra em mãos para fazer.

Esta semana será o desfile e, lá teremos nós de ir todos "pipis" para desfilar, salto alto e tudo! É uma vida sempre super ocupada, com imenso que estudar, um horário bastante cheio, inúmeras actividades e saídas à noite. Posso dizer que basicamente só vou a casa para dormir. E domingo à noite, lá volto para a "bila"!

Bom fim-de-semana!

sábado, 27 de setembro de 2014

Olha, mudei!





Consegui!! Atingi o meu objectivo, o que tanto queria fazer no futuro! Entrei no curso que queria! Só não estava à espera de ter entrado na UTAD. Isso sim foi uma surpresa! Irónico penso eu... 
Tenho uma nova vida a começar numa outra cidade, um pouco longe do meu belo Porto. Na ESTSP fiz grandes amigos, muitos deles doutores. Vivi lá das melhores semanas da minha vida disso não tenho dúvida! Deixei lá uma pequena marca da minha pessoa. Da caloira que era a guia turística. Da caloira que berrava muito. Da caloira que sabia quase o nome dos doutores e veteranos todos. Da caloira a que alguns doutores confessaram que era das poucas que respondia sempre e sabia as coisas. Houve doutores que disseram que tinham muita pena de tão boa caloira ir embora. Sei que os caloiros da minha manada serão os maiores da Faculdade! Porque afinal, somos o melhor curso e os que berram mais!! A ESTSP é a melhor da academia!!! Cinzento e amarelo usei, e por ti me apaixonei mágica ESTSP! Um dia volto, prometo! 
Agora gritarei pela nobre UTAD! E que venham eles! 

Desejem-me sorte, porque quatro anos me esperam pela "bila" :) 


domingo, 21 de setembro de 2014

Da praxe!



(Atrevo-me a colocar aqui esta foto porque sei que não identifica ninguém, apenas identifica a grande e Mágica ESTSP!)

Pois bem, a semana de recepção ao caloiro da ESTSP passou a correr. E eu só queria que voltasse novamente a segunda-feira. Passou tudo muito rápido! As actividades foram imensas, a interacção com os novos alunos foi um abuso. Apesar de ter passado quase a semana inteira a comer sandes, de me doer as mãos e os joelhos, de estar praticamente sem voz, hoje sinto bem cá dentro um orgulho enorme de pertencer a esta grande faculdade! Apesar de nos encontrarmos do outro lado do rio a nossa voz ouve-se em todo o Porto!
Houve muitas surpresas e uma delas a mais especial. Havia, se não estou em erro, três doutores e um veterano infiltrados no meio da caloirada. Um desses doutores, é doutora do meu curso. Interagi com ela os três primeiros dias de praxe até ela ser descoberta. Só no último dia é que desconfiei que ela fosse realmente infiltrada, e afinal estava certa. Foi das melhores pessoas que conheci lá dentro. Uma pessoa que nos ensinou o amor à praxe, o amor e orgulho ao cinzento e amarelo. Mostrou-nos que nós (do nosso curso) somos os melhores, os que berram mais alto, os que chegam primeiro, os que não deixam ninguém para trás! Apelidou-me de "guia turística" porque, enquanto fazíamos o cascvs paper era eu quem explicava e dizia onde estávamos (há muita gente do meu curso que não é do Porto). Depois de descoberta, fez questão de falar com cada um de nós pessoalmente, e disse-me assim "Gostava muito de que no meu ano de caloira tivesse uma caloira como você. Apesar de já conhecer o Porto, você fez-me gostar ainda mais dele. Tentei ser a sua melhor amiga mas você não me deu confiança!" . Sei que quem ler este texto provavelmente vai reconhecer quem está por trás dele, mas não me importo! Estou a viver sem dúvida as melhores semanas da minha vida e se por ventura deixar a ESTSP na 2ª fase, hei-de sempre me orgulhar de lá ter pertencido mesmo que só por umas semanas! Cinzento e amarelo é a nossa pele!
A quem nunca gostou da praxe, a quem fala mal da praxe sem nunca a ter experimentado, a quem tem medo da praxe digo-vos apenas uma coisa : Experimentem! A praxe irá vos trazer momentos que nunca mais se vão esquecer, disso vos garanto! E sentirão um orgulho enorme quando vos dizem que esses lencinhos amarelos são reconhecidos em toda a Academia do Porto! São a nossa marca! 
À Praxe, a todos os doutores que fazem parte dela, a toda a ESTSP e, a uma doutora em especial, Obrigada!