quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Ser imcompreensível

Não sei mesmo de todo como começar isto. Talvez porque nem me lembro bem como isto surgiu, como começou, o que me suscitou interesse na tua pessoa. Acho que foi apenas o teu jeito de estar no meio de nós, a forma como sorris – e que sorriso bonito tu tens, god… - também pelo teu olhar intenso, lento, confuso, dos teus olhos castanhos quase negros. Continuo hoje sem saber porque me causaste este sentimento, esta coisa que anda aqui a crescer e eu juro-te que não sei porquê… já não há ligação, afastei-me. E por muito perto que eu tentasse estar tu sabes que não merecias, porque não sabes o que queres ou talvez mesmo só porque tens um medo avassalador e eu sou um pássaro livre.

Tens o dom da palavra. Sabes-me confundir melhor do que qualquer outra pessoa. Sabes como me olhar, e já há muito que não encontrava alguém que me soubesse olhar. Talvez esteja a exagerar porque gosto de ti, ou talvez não, não sei bem – cá estou eu a confundir-te, as always – tens contigo pontos fortes, tens uma alma pura, mas não te modifiques por favor, não o faças! Sei que eventualmente saberás do que falo, mas não mudes, sê tu mesmo, mesmo que não me ligues mais para tomar café, mesmo que já não falas comigo regularmente, mesmo que não compres uma tablete inteira de chocolate, porque és viciado, e deixes metade para mim, mesmo que não me dês um beijo na testa de todas as vezes que nos despedimos, mesmo que não me mandes mensagem a perguntar se estou bem todas as sextas ao final do dia. Mesmo que já não faças mais isso e eu te ignore, não mudes! Afinal foste tu que me disseste que és tu próprio e que não andas cá para agradar ninguém. Lembra-te: que “o que para uns consideram defeitos para mim são qualidades.”

sábado, 6 de dezembro de 2014

Home is where love is.



É o que dizem e é quase, mas quase o que sinto. 
Têm sido semanas difíceis, diria que não por estar longe de casa, da minha rua, das pedras da calçada gasta da minha rua, das viagens de comboio, da serenidade da minha vila, de ver pessoas conhecidas, de ver a família e saber que qualquer coisa alguém estará lá sempre para quando precisar. Não digo que seja isso, sinto uma falta enorme dos amigos, dos que fiz na primeira semana de praxe no Porto, das viagens de comboio com o meu pessoal de longe, de acordar as 6h30 da manhã para estar as 8h01 em Gaia, saudades do lenço amarelo, saudades dos Doutores de lá - alguns em específico - de ver gente conhecida do secundário, especialmente de todos os dias ver a beleza do magnífico Porto do lado de Gaia. Acho que nunca pensei criar ligações tão fortes em uma semana... Não, que não tenha amizades dessas em Vila Real, que as tenho, mas é diferente. Gostava de ter o melhor dos dois mundos num só sítio. 
Os meus padrinhos de praxe vão este fim de semana para cidades diferentes em estágio... Só os volto a ver agora em finais de Dezembro ou só mesmo em Janeiro. Dias complicados se avizinham... Tenho uma relação muito forte com eles, posso mesmo chamar-lhes de família, uma família que cuidarei e espero que permanece durante os 4 anos seguintes, mas também para a vida. Gosto imenso deles. Estou farta de ver as pessoas com vontade de desistir, com saudades de casa, com saudades de tudo e mais alguma coisa. Eu só tenho saudades de uma coisa muito em especial, saudades de amar. Daquele tipo de amor que só uma pessoa te pode dar... Talvez isso não esteja assim tão longe, ou talvez sim. 

domingo, 23 de novembro de 2014

Novidades.



Estou lá. Já sei que foi lá que fui parar, por acaso ou não por acaso lá estou. A cada canto que passo, a cada folha que cai lembro-me de cada detalhe daquele dia, mas já passou tanto tempo que eu já nem me preocupo se está ali, se vai passar por ali, se me vai chamar lá do alto da cidade, não sei porquê... de certa maneira encobri esses acontecimentos na minha memória. 

Surge agora algo novo, emocionante, cheio de novas dificuldades, de arestas por limar. Surgiu a medo, eu com a perspectiva mais errada acerca daquele ser. Nem sempre a primeira impressão é a melhor. Com o tempo descobri que se quisermos conhecer bem, desvendando aos poucos, lá se vão revelando de forma subtil, ainda a medo... E no fim o resultado é sempre "do belo"!  
O que tiver de vir de lá sei que será bom, para permanecer. E o passado é apenas uma folha escrita no meio de uma resma de tantos outros papeis, que servem para nos lembrar de não voltar a cometer os mesmos erros.

sábado, 1 de novembro de 2014

1 mês, contigo.



Caí aí de paraquedas. E eu nunca tive aulas de voo, apesar de ser um sonho meu. A cada dia que passa me habituo mais a ti, aos teus raios de sol sobre o Alvão que eu consigo vê-los logo de manhãzinha. Ao frio gélido de manhã em que me custa sair da cama. À beleza das ruas cobertas de folhas e mais folhas. Ao teu rio. Até já me habituei a andar de autocarro que era das poucas coisas que não gostava em ti. Afinal conseguiste me surpreender de uma maneira que eu nunca achei possível, pelo menos não agora. Já tive vontade de me vir embora, de desistir e vir para casa. Acho que todos temos esse momento quando nos encontramos fora de casa e não temos os nossos amigos, o aconchego da nossa casa, da nossa rua, de eu apanhar o comboio de manhã, de ir ver o meu belo Porto, de estar onde outros seres estão e de não me querer perder.
Em ti já encontrei bons amigos, já descobri pela décima vez - se não for mais - que este mundo é demasiado pequenino e que há sempre, mas sempre uma ligação, um amigo em comum, qualquer coisa que te liga aquela pessoa. Que quando menos se espera algo nos acontece, alguém nos aparece e eu estremeço. 
O meu padrinho de praxe disse que eu era capaz de escrever um livro, e eu só pensei, nem você sabe da história a metade... Tinha imensas saudades de casa, mas ao mesmo tempo já tenho saudades tuas, bila!
Que sejas como a minha segunda casa, pois seis que quererás subir de posição e tornar-te na primeira. 

sábado, 4 de outubro de 2014

Já cá faltava.


Sinceramente só surge na minha mente palavrões. Pouco mais me surge. Soube levar tudo na brincadeira... Olharmos para o chão torna por vezes, as situações mais fáceis. Rirmo-nos da situação torna mais ainda. O pior vem sempre depois, sempre.
Das coisas mais difíceis de se fazer é encarar o passado de frente, é pensar que provavelmente nada volta mais e num dia tudo muda. As tuas perspectivas mudaram, os teus planos se foram por água a baixo. O que se julgava perdido volta. E é isso que mais me assusta. Maldito sejas destino que só me lixas! Mas agora quem escreve a história sou eu, porque da última vez o autor esborratou a folha. Desta vez, não haverá falhas! Porque não o irei permitir. Só me lixam uma vez! À segunda já é burrice...

Uma já está!


Uma semana já passou e parecia que nunca mais acabava... ando de rastos, a morrer de sono e, com páginas e páginas de matéria para colocar em dia. Já com frequência para daqui a uma semana e também um trabalho. 

Estou a gostar muito desta nova etapa, só não estou a gostar muito é do colchão da minha nova cama. Estava a morrer de saudades da minha rica caminha de cá de casa!

Entre muitas viagens de autocarro, praxes o dia todo e, até mesmo nocturnas não há nada como o espírito académico e a união de cada curso. Na "bila", enchemos muito, berramos muito, fazemos as coisas mais disparatadas e badalhocas que possam imaginar. Temos imensas praxes temáticas, sujas também...Escrevemos composições e a mim calhou-me uma engraçada que pelos vistos estava bem escrita e a doutora adorou. Significa que já tenho uma outra em mãos para fazer.

Esta semana será o desfile e, lá teremos nós de ir todos "pipis" para desfilar, salto alto e tudo! É uma vida sempre super ocupada, com imenso que estudar, um horário bastante cheio, inúmeras actividades e saídas à noite. Posso dizer que basicamente só vou a casa para dormir. E domingo à noite, lá volto para a "bila"!

Bom fim-de-semana!