terça-feira, 6 de março de 2012

Cara de poucos amigos

Olá 
Olá
Tudo bem?
Sim e contigo? 
Também. Que fazes?
Nada de especial e tu?
Nada também. Contas algo?
Nada!
Eu também não. Queres falar-me de ti? 
Não -.-
Oh porquê?
Bye --'

Confesso que odeio conversas assim, odeio pessoas que não percebem que não estou interessada em conversar com elas e que não faz parte das minhas intenções passá-las a conhecer. Sim, eu sei que se é meu "amigo" deveria ser simpática mas (please) lá por me ter adicionada no Facebook não quer dizer que já sabe a minha vida toda e, portanto, pode interferir nela quando quer e bem lhe apetecer. Todos os dias diz-me "olá" e vem com a mesma conversa de treta. Se não lhe respondo está constantemente a fazer soar o som do chat. Dizem vocês: Bloqueia-o! Já o fiz e não resultou. O moço passou a enviar-me toques e mais toques. 
Nunca gostei de redes sociais. Têm os seus aspectos positivos mas, como tudo na vida, tem pontos negativos. Quando tinha os meus 14, 15 anos, todos andavam doidos com o Hi5. Curiosa como sou, criei um. Durou uma semana. Muita bisbilhotice, muita falsidade. Pessoas que não se suportavam era com comentários e post's tipo "Fofinha da minha vida <3", really? 
O ano passado e depois de muito me falarem criei a conta no Facebook. Não é melhor ou pior! É a mesma coisa. Uso com bastante frequência e leio coisas que me dão vómitos, vejo rapazes e raparigas que ...! Com maior frequência penso em eliminar a conta mas aí falam os jogos e algumas das pessoas interessantes que por ali andam e que estão longe, por exemplo.
Este momento estou furiosa porque estou cansada daquilo a que tenho acesso e não gosto e dos adolescentes estúpidos que precisam de um desenho para perceberem que não tenho cara de mãezinha deles! Apetece-me ser malcriada e insultar determinados indivíduos.
 
Vou ali pensar se é desta que a conta voa até ao Cú do Judas !

M.

Biology you make me crazy ...


E digam lá se não é a melhor música que já ouviram? A minha adorada stora de biologia mandou este e mais outro vídeo sobre a PCR para nos animar o estudo or maybe not (risos)...Ai, que tenho tanta matéria para estudar, desejem-me sorte!

P.

Recaídas de um amor já perdido III


Gostava de te ter dito isto há dois anos atrás. Porque no fundo, era esta a verdade. Eu amei-te, talvez como até hoje nunca amei ninguém e tenho a noção disso, ai se tenho, só já não gostava de ti, da pessoa em que te tornas-te e doí-me muito pensar que até hoje nunca mais voltaste a ser o mesmo.
Já me cansei desta coisa de não conseguir encontrar um outro alguém, um alguém que eu ame e que me ame a mim, que me deixa ir às nuvens pousar lá e nunca mais de lá sair. O tempo já lá vai, e as palavras já estão gastas. Não há completamente nada a fazer, resta-me apenas esperar que isto passe, que a dor passe e, que por fim o amor volte e me sorria de novo num outro rosto que não o teu.
Espero que um dia saibas que estive aqui muito tempo, a pensar no que poderia ter feito, e sei que se naquele eu tivesse pensado melhor, nunca teria acabado aquilo que tanto me custou a ter e me fez muito feliz.Gostava que daqui por muitos anos, voltássemos a ser amigos, porque no fundo perdi um grande amigo. Sei por fim, que um dia vais ser meramente uma recordação que o meu cérebro se lembrará de apagar... Mas já lá vai muito tempo e eu já te disse, as palavras estão gastas. 

P.

domingo, 4 de março de 2012

Grrrrr

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Estou mesmo furiosa, estou uma pilha de nervos, acho que nem vou conseguir dormir... E isto tudo porque a minha queridinha prof. de português marcou teste para amanhã sobre lusíadas, e por incrível que pareça, ela só nos deu praticamente a matéria na sexta. Para quem tem 3 testes esta semana e logo 2 seguidos, vai ser super fácil de se tirar boa nota nos 3. Só sei que amanhã, amanhã vou olhar para aquilo e ela vai colocar lá cada mas cada pergunta linda de interpretação com coisas que nem sequer mencionou na aula. Agora digam-me, em ano de exame nacional, como é que eu vou conseguir tirar boas notas a português? COMO?  
How i miss my teacher of portuguese the last year...

P.S.: Ando com uma certa comichão, apetece-me  muito escrever uma cartinha para a DREN para nos mudarem a prof...

P.

Do you understand?




Palavras Acertadas VII


Quando nos apaixonamos, ou estamos prestes a apaixonar-nos, qualquer coisinha que essa pessoa faz – se nos toca na mão ou diz que foi bom ver-nos, sem nós sabermos sequer se é verdade ou se quer dizer alguma coisa — ela levanta-nos pela alma e põe-nos a cabeça a voar, tonta de tão feliz e feliz de tão tonta. E, logo no momento seguinte, larga-nos a mão, vira a cara e espezinha-nos o coração, matando a vida e o mundo e o mundo e a vida que tínhamos imaginado para os dois. Lembro-me, quando comecei a apaixonar-me pela Maria João, da exaltação e do desespero que traziam essas importantíssimas banalidades. Lembro-me porque ainda agora as senti. Não faz sentido dizer que estou apaixonado por ela há quinze anos. Ou ontem. Ainda estou a apaixonar-me. 
Gosto mais de estar com ela a fazer as coisas mais chatas do mundo do que estar sozinho ou com qualquer outra pessoa a fazer as coisas mais divertidas. As coisas continuam a ser chatas mas é estar com ela que é divertido. Não importa onde se está ou o que se está a fazer. O que importa é estar com ela. O amor nunca fica resolvido nem se alcança. Cada pormenor é dramático. De cada um tudo depende. Não é qualquer gesto que pode ser romântico ou trágico. Todos os gestos são. Sempre. É esse o medo. É essa a novidade. É assim o amor. Nunca podemos contar com ele. É por isso que nos apaixonamos por quem nos apaixonamos. Porque é uma grande, bendita distracção vivermos assim. Com tanta sorte. 

Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público (14 Fev 2012)

M.