segunda-feira, 11 de maio de 2015

Acontecimentos.








Acontecimentos, algo que tem sido o factor predominante nestas últimas duas semanas. Com a passagem da queima muito tem acontecido. Sabem aqueles momentos em que parece que engoliste um monte de borboletas e, estas ficam presas no estômago?! Praticamente é como me sinto. Estranho é passarem-se anos sem isto acontecer verdadeiramente e agora, cá estou eu, nesta situação que muitos adoram e outros enjoam. E eu nem sei em que ponto me encontro. Tenho a sensação um pouco fantasiada, o medo a sobrepor-se a tudo, a angústia de saber se é real ou fantasia, a novidade e reinserção neste estado completo de euforia, caos, medo, alegria, libertação... sintomas e sinais que tento ao máximo esconder de todo o tipo de ser com vida que me apareça à frente. Tenho pena de não me poder alongar muito no assunto, de escrever umas quantas de coisas lindas e maravilhosas sobre todo um estado de anestesia constante de tudo aquilo que me faz mal, sentindo apenas coisas boas a fluir na minha direção. Há quem diga que estou louca, doida, irrequieta, sensível, eufórica, dormente e talvez, apenas talvez diferente - um pouco - do que o é habitual. 
Para uma pessoa como eu, em que muito perdi, aprendi e daí me saber mentalizar que o mundo não e cor de rosa, nem há amores eternos e indestrutíveis. Tudo acontece no preciso momento que não esperamos, na altura da vida que menos nos parece oportuna, por vezes com a pessoa mais impossível do mundo. Mas a piada reside mesmo aí, no inesperado que de um segundo para o outro se torna o melhor dos teus dias. Por isso eu sempre disse, quando menos esperares tudo acontece, diga-se que desta vez foi dos lados mais inesperados de sempre.

sábado, 18 de abril de 2015

O fim desta vida de Caloiro.




Pois bem, sei que já não escrevo há imenso tempo, mas esta vida anda uma maluqueira. Esta vida de caloiro não é fácil, diga-se, mas sem dúvida que é a melhor parte da Vida Académica. 
Praticamente ando nesta vida, como reles bicho da Nobre Academia de Vila Real, há sensivelmente 8 meses... Na passada quarta-feira passei de Bicho a oficialmente Caloira! É incrível como me causa tanta saudade ver o fim este ano cheio de pessoas, sítios novos, amizades, desilusões, aprendizagem, luta e determinação. Passou tudo muito a correr, mas aproveitei a viagem ao máximo que consegui. 
Na semana passada tive o julgamento e por fim o Baptismo. A Queima está quase aí à porta e eu nem quero acreditar que já estamos no fim...O tão esperado momento, desde o primeiro dia que entrei no Ensino Superior, que me aguentei, diverti, orgulhei, berrei na praxe, o bem trajar! Vestir preto ao lado de quem me guiou neste ano lectivo, de quem me adora e merece a minha amizade. O traçar da capa nesta próxima quinta-feira, a choradeira que vai ser, a saudade a apertar, o orgulho ao azul e amarelo! 
Por tudo isso, venho aqui deixar um excerto da carta referida à pessoa mais importante que conheci em Vila Real, o meu Padrinho Académico! 

«Lembro-me do primeiro dia em que entrei lá, que julgava-me assustar pela imensidão do edifício, mas afinal foi o contrário. Do susto que foi ver os Doutores todos, com um traje diferente do que estava habituada a ver, dos diferentes símbolos, daqueles seres todos alinhados vestidos todos com “A” camisola amarela, mais novos, inseguros de si e de todos os seus medos daqueles outros seres, mais velhos, com ar imponente, vestidos de preto.
 (...)
Começamos a falar mais na praxe e soube que você também era bifásico e melhor dos melhores, que tinha estado no seu ano de caloiro na ESTSP, na primeira fase. Paneleiro ou não, achei isso como um sinal do “destino”, que me colocou alguém decente no caminho, alguém que me lembra a minha casa, que me lembra o meu belo Porto e tudo o que de melhor conheci e trouxe das primeiras duas semanas de praxe da primeira fase na ESTSP.
         Uma vez li “é muito esquisito, você encontrar a felicidade justamente no lugar que você julgou que não iria” e eu sabia, tinha uma certeza dentro de mim de que Vila Real nunca mais me traria qualquer tipo, mesmo que ínfimo, de felicidade. No entanto lá está, caí eu de paraquedas, sem nada que me amparasse, nada que me mantivesse em suspensão, não havia nada que me curasse as feridas, os hematomas e as dores de coração que eventualmente ocorressem... O amor que tenho hoje por aquela cidade é enorme, consome-me a alma. Não sei se por ordem do destino, se sem razão aparente ou se somente por acaso, lá caí, lá o conheci e lá me conquistou!
     (...)
É uma pedra preciosa, uma jóia rara que teimam em destruir. Não é de ferro nem de aço, ninguém é, mas aguenta-se mesmo que doa, que corroa, que sangre, que fira é você contra o mundo e eu seguro-o juntamente consigo.
     (...)
     Espero que aquilo que a praxe uniu dure para sempre, digo-lhe sinceramente – eu raramente uso a palavra sempre, por isso note a importância do que disse. 
              (...)
Foste a minha melhor escolha, sei que não me arrependerei eu nunca da decisão que tomei. És realmente o meu protector, o meu guia, o meu anjo da guarda, nesta vida académica bem como na minha formação como pessoa. Apesar de seres mais novo que eu, mostraste-me ter a maturidade, a inteligência, o carinho que eu precisava.
Um obrigado não chegará para te agradecer por tudo aquilo que tens sido comigo e a confiança irrevogável que colocas em mim todos os dias.
             (...)
Que eu seja sempre capaz de te ter na minha vida e, principalmente que o mereça!»

E agora que a praxe acabou, vejo tudo aquilo que ela me deu, tudo o que ganhei e preservo! Por tudo isto e mais alguma coisa, Obrigada Vila Real, Obrigada UTAD, Obrigada Padrinhos e Obrigada Praxe!

DURA PRAXIS SED PRAXIS!

domingo, 18 de janeiro de 2015

Escrito à 1 semana.



Guardei-te na minha alma. E não sei que mais possa eu fazer para te arrancar daqui a tempo. Pára por favor. Não quero que me levem de mim. Não tenho já quase nada que me segure ao chão. Não quero amores impossíveis, sonhos perdidos, ilusões desvanecidas. Não quero ter saudades. Não quero voltar a sentir a pele quente no teu beijo. Não quero sentir os teus olhos cravados nos meus, como duas flores na primavera. Não quero que me arranquem de mim.
Deixa-me estar aqui, somente, sem nada nem ninguém a me desorientar. Não consigo arranjar mais forçar para aguentar estas complicações, estes rabiscos que ando a criar nesta nova folha de papel branco… Não deixes que eu me apaixone por ti, não o faças! O amor tem sido demasiado cruel comigo nestes últimos tempos. Quero estabilidade. Quero que saibas o que queres. Pois eu sempre soube o que queria...
Não voltes. Não quero que voltes ao que eras, continua como agora. Deixa-me ser fria, deixa-me ser dura. A vida me ensinou isso. Por muito que doa, que me rasga a pele, que me queime por dentro que nem o álcool que nos corre nas veias em noites de festa. Deixa.

Como se desliga o interruptor? Como páro algo que nem eu sei como começou a andar. Como se deixa de sentir? Como faço eu para parar de pensar, como faço para não acreditar no que tu me dizes? Aliás, quero que me respondas a isto, como deixo eu de ligar ao que me “dizes” quando me olhas? E tu sabes que eu olho muito nos olhos das pessoas. Pára com estes jogos em que sais sempre a vencer e eu caída no chão como uma perdida. Pára! Vamos preservar o que ainda dá... Não me faças desistir de ti, da amizade. E tu ainda não sabes, porque nunca to disse, que quando deixo é para sempre. Não há volta! Fica a dica.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Estranhas alturas.




Têm sido dias difíceis. É estranho, bizarro quase, escrever eu isto, a uma hora destas, no lugar onde estou, do meio onde estou inserida, mas é como me sinto... Ainda há minutos estava super feliz, sim, é verdade. Começo a achar que sou mesmo bipolar no que toca a isto dos sentimentos. 
Não é fácil lidarmos com tanto tipo de situações de "ultimato", quase como um atentado à nossa integridade mental. Encontro-me em duas situações limite, talvez mais que duas, mas neste momento só consegui estabelecer estas na minha mente. 
Sou uma pessoa muito frontal, muito dura - especialmente nas palavras - radical, corto quase sempre o mal pela raiz, é o meu método de me abstrair de pensar nas situações vezes e vezes sem conta, insónias e momentos depressivos. Cada um de nós tem o seu refúgio, a maneira de se escapulir a estes períodos da nossa evolução como seres humanos e pessoas inseridas numa sociedade. Não sei mais que fazer. 
Odeio que me façam isto, aquilo que tu, ser, me fizeste. Quase como quando prevemos que uma onda não chega onde estamos e nos leva, de repente dás por ti já em mar alto, sem pé... Sinto-me assim, sem pé, com a cabeça cheia ás voltas sem fim. ~
Quando me afastei, quanto tu te afastaste soube, nesse momento que nunca mais, disso tenho eu hoje a certeza, as coisas voltarão ao mesmo. Nem de perto nem de longe. Perdeu-se tudo que nem uma agulha num palheiro. Não saberemos nunca mais voltar ao início, e tu sabes disso! É o que mais me custa, não sei porquê, talvez saiba até certo ponto, mas continuo a não perceber o porquê, a razão disto tudo. 
Não há nada que eu consiga fazer, nem tu, nem se quer tu consegues fazer alguma coisa para voltar ao "antes", porque isso está no passado e nós estamos a viver o agora. 
Custa-me o chão que piso, ver o que se passa, ver que tudo se foi e acho que nem tu ficaste. 
Um dia aprendo a não gostar, um dia aprendo a ser uma rocha. Um dia aprendo a não ser eu, e talvez nesse momento eu saiba não sentir e somente pensar.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Ser imcompreensível

Não sei mesmo de todo como começar isto. Talvez porque nem me lembro bem como isto surgiu, como começou, o que me suscitou interesse na tua pessoa. Acho que foi apenas o teu jeito de estar no meio de nós, a forma como sorris – e que sorriso bonito tu tens, god… - também pelo teu olhar intenso, lento, confuso, dos teus olhos castanhos quase negros. Continuo hoje sem saber porque me causaste este sentimento, esta coisa que anda aqui a crescer e eu juro-te que não sei porquê… já não há ligação, afastei-me. E por muito perto que eu tentasse estar tu sabes que não merecias, porque não sabes o que queres ou talvez mesmo só porque tens um medo avassalador e eu sou um pássaro livre.

Tens o dom da palavra. Sabes-me confundir melhor do que qualquer outra pessoa. Sabes como me olhar, e já há muito que não encontrava alguém que me soubesse olhar. Talvez esteja a exagerar porque gosto de ti, ou talvez não, não sei bem – cá estou eu a confundir-te, as always – tens contigo pontos fortes, tens uma alma pura, mas não te modifiques por favor, não o faças! Sei que eventualmente saberás do que falo, mas não mudes, sê tu mesmo, mesmo que não me ligues mais para tomar café, mesmo que já não falas comigo regularmente, mesmo que não compres uma tablete inteira de chocolate, porque és viciado, e deixes metade para mim, mesmo que não me dês um beijo na testa de todas as vezes que nos despedimos, mesmo que não me mandes mensagem a perguntar se estou bem todas as sextas ao final do dia. Mesmo que já não faças mais isso e eu te ignore, não mudes! Afinal foste tu que me disseste que és tu próprio e que não andas cá para agradar ninguém. Lembra-te: que “o que para uns consideram defeitos para mim são qualidades.”

sábado, 6 de dezembro de 2014

Home is where love is.



É o que dizem e é quase, mas quase o que sinto. 
Têm sido semanas difíceis, diria que não por estar longe de casa, da minha rua, das pedras da calçada gasta da minha rua, das viagens de comboio, da serenidade da minha vila, de ver pessoas conhecidas, de ver a família e saber que qualquer coisa alguém estará lá sempre para quando precisar. Não digo que seja isso, sinto uma falta enorme dos amigos, dos que fiz na primeira semana de praxe no Porto, das viagens de comboio com o meu pessoal de longe, de acordar as 6h30 da manhã para estar as 8h01 em Gaia, saudades do lenço amarelo, saudades dos Doutores de lá - alguns em específico - de ver gente conhecida do secundário, especialmente de todos os dias ver a beleza do magnífico Porto do lado de Gaia. Acho que nunca pensei criar ligações tão fortes em uma semana... Não, que não tenha amizades dessas em Vila Real, que as tenho, mas é diferente. Gostava de ter o melhor dos dois mundos num só sítio. 
Os meus padrinhos de praxe vão este fim de semana para cidades diferentes em estágio... Só os volto a ver agora em finais de Dezembro ou só mesmo em Janeiro. Dias complicados se avizinham... Tenho uma relação muito forte com eles, posso mesmo chamar-lhes de família, uma família que cuidarei e espero que permanece durante os 4 anos seguintes, mas também para a vida. Gosto imenso deles. Estou farta de ver as pessoas com vontade de desistir, com saudades de casa, com saudades de tudo e mais alguma coisa. Eu só tenho saudades de uma coisa muito em especial, saudades de amar. Daquele tipo de amor que só uma pessoa te pode dar... Talvez isso não esteja assim tão longe, ou talvez sim.