quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Medo.
Tenho um medo do qual por muito que tente nunca o consigo derrubar, mas por já ter passado demasiado tempo debaixo da sua sombra, acho que devo de vez tirá-lo de cima de mim.
Esse medo é simples, não é nada que já não se podesse ter ultrapassado, mas o meu ser não consegue ainda descobrir-se..
Tenho um medo, um pavor a falar com alguém que goste, principalmente se estiver chateada com essa pessoa, não que esteja neste momento, no fundo nunca percebi se estava, a única certeza que tenho é que a outra pessoa depois de eu lhe ter contado o que sentia, ela sim, ficou com medo, fechou-se dentro da sua carapaça e nunca mais reagiu, nunca mais me falou, até hoje. Por este motivo, sei que deveria ter a suprema coragem de combinar uma hora ou uma saída para tomar café e falarmos sobre o sucedido, mas eu não tenho coragem. Sou tão ou mais fraca que ele, não consigo, chateia-me ter que todos os dias passar por ele e trocar apenas um olhar, um olhar triste e vazio.
Nestes meses que já se passaram, a única coisa que trocamos foi sempre um olhar, um olhar todos os dias de manhã sem sabermos que no dia seguinte nos voltaríamos a encontrar.
É este medo que me atormenta, que há meses que não me deixa descansar em paz, e este não é só o meu medo, mas o medo de muita gente.
Está na altura de mudar tudo, de ser capaz de falar com ele pessoalmente pela primeira vez e se não melhorar a nossa amizade, então aí espera-se de novo ou então apaga-se, pelo menos tenta-se.
P.
sábado, 17 de setembro de 2011
Psicologia do Amor (7)
Somos duas almas perdidas num pequeno "aquário" cheio de azul, um azul transparente como o azul dos teus olhos. Há um rio que nos separa, uma janela que não abre, dois corações feridos.
Penso que já te perdi, que já não te vou voltar a encontrar, tal como tu não te encontras ... mas há um momento, um momento em que tudo o que de mau existe desaparece, tudo o que nos separa ainda nos junta mais, nesse momento acredito que afinal ainda pode haver um "nós", um "nós" forte e presistente capaz de enfrentar tudo e todos, e somos só eu e tu e o nosso "aquário", com o nosso castanho e o teu azul, com o verde que é meu.
Há um rio que nos separa, há uma janela que abre e existem dois corações apaixonados. Haverá sempre um tu e eu e pode nunca haver de novo um "nós", mas viverás sempre no meu coração como um peixe vive na água, no mar, no rio ou ... no nosso aquário.
Há um rio que nos separa, há uma janela que abre e existem dois corações apaixonados. Haverá sempre um tu e eu e pode nunca haver de novo um "nós", mas viverás sempre no meu coração como um peixe vive na água, no mar, no rio ou ... no nosso aquário.
P.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Desabafo sem/com sentido

Há momentos em que escutamos palavras que não nos caiem bem. Engolimos a seco e esboçamos um sorriso cínico em vez de fechar o rosto.
Outros momentos em que um olhar basta para nos obrigar a sorrir sorridentemente.
Hoje sinto-me assim, confusa como quando leio Fernando Pessoa. Falo, falo e escrevo, escrevo mas nada se percebe porque os sentimentos opostos guerrilham dentro de mim e não mais chegam a um Tratado de Paz.
Seria tudo mais fácil se não ouvisse determinadas palavras, se não fosse a primeira pessoa a quem outras recorrem para me dizer o que acabaram de fazer com X ou Y, se não existisse a parte que me faz sorrir.
Simplificar-me-ia a vida uma maior racionalidade e uma menor sentimentalidade, um coração frio como o novo planeta com dois sois em vez de um quente como Vénus.
Se só fossem esses olhos que se cruzam com os meus, as palavras que te diria seria mais simpáticas e não tão estúpidas como as que pela boca se escapam nos momentos em que as tuas decisões te afastam de mim.
Um desculpa por tudo e um obrigada por existires!
Isto é ridículo mas mais ridículo seria se nunca me tivesse apaixonado ridiculamente por ti!
M.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
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